A arte é bela e a vida sem ela não tem sentido! Existe sensação melhor do que criar?
Segunda-feira, 10 de Julho de 2006
Welcome Home (Sanitarium)
“Tudo aparece em tons de cinza, como memórias passadas. Memorias de um passado longínquo e ao mesmo tempo próximo e real. Consegue-se ver dor, sofrimento, castigo, solidão, clausura…
A casa não é mais do que uma ruína, também ela uma memória, o “resto” de um exuberante edifício. As pedras da parede e o seu pórtico deixam-nos imaginar a sua imponência! Em primeiro plano, surge-os uma figura vestida de branco. Talvez um paciente, um louco que nos sorri e nos convida a entrar no seu mundo de dor? Talvez um médico que nos mostra um mundo real, um mundo onde a mente humana mostra toda a sua insanidade? Provavelmente alguém… Alguém que esconde toda a dor e, sorridente, nos tenta enganar. Revela-nos uma felicidade aparente, mas convida-nos a entrar no seu mundo de loucura. À esquerda, uma figura feminina. Uma mulher envolta em cordas e seminua, que, num sinal de submissão e dor, se curva para a frente e baixa a cabeça. Um símbolo de opressão e sofrimento que nos volta a costas, tentando esconder esse seu lado da vida! O mesmo é representado pelas figuras femininas que se encontram dentro da porta do sanatório e na abertura da parede. Do lado direito da figura principal, encontra-se uma cadeira. Uma velha cadeira de madeira empenada com as costas voltadas para o doente… Não se pode sentar, não pode descansar. Movimento, dor e trabalho constantes, representados pelo sobretudo que se encontra nas costas da cadeira. O casaco foi despido para não voltar a ser vestido. Do lado direito, por trás da cadeira, encontra-se outra figura feminina. Esta, não está amarrada nem mostra sinais de violência, mas encontra-se solitária… Solitária numa casa cheia de pessoas, solitária na sua loucura… Agachado em cima das ruínas, encontra-se uma figura masculina. Um homem maduro, que estando solitário, também, coloca os pés no objecto do seu martírio, como símbolo de desprezo pela instituição o enclausurou! Como fundo, a sair do breu, uma figura andrógina , apenas um rosto, um grito… Alguém que se contorce, talvez devido ao sofrimento, talvez a um ataque de esquizofrenia… “


publicado por miguelfazenda às 17:31
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Dezembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

Ensaio sobre o Ensino das...

Exposição em Oliveira de ...

Exposições, Exposições e ...

Marina Cruz - Espaço de A...

Exposição de Pintura

arquivos

Dezembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Março 2009

Setembro 2008

Julho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Dezembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

tags

todas as tags

links
Contador
Hit Counter
HTML Hit Counter
blogs SAPO
RSS