A arte é bela e a vida sem ela não tem sentido! Existe sensação melhor do que criar?
Terça-feira, 12 de Junho de 2007
Ser ou não ser...
A questão que se coloca neste momento na arte é: Ser ou não ser abstracto? Quanto a mim a resposta é fácil , é não ser. Mas pode-se perguntar se sou anti-arte abstracta, e eu digo que não. Também já fiz pinturas abstractas e provavelmente vou fazer algumas mais, mas para mim a arte deve-se centrar em torno da figuração e toda a sua expressividade. Existem excelentes abstraccionistas, mas a minha crítica à abstracção vem do seu "suposto" facilitismo. Milhares de artistas viram-se para este tipo de arte, para a instalação e para o vídeo , devido ao seu "aparente" grau de pouco esforço físico. Pensem nisso. Como dizem os conceptuais que andam a fazer esse tipo de obras "O valor da arte está  na intenção do artista", mas se o artista não tem conhecimentos técnico e teóricos de outro tipo de arte, a sua intenção resume-se apenas ao abstracto. Neste caso o seu leque de escolhas é só um, logo a sua intenção não tem valor, porque o artista não fez escolhas.


publicado por miguelfazenda às 12:55
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8 comentários:
De Anónimo a 24 de Junho de 2007 às 13:42
Não concordo muito contigo porque, considero que a arte deve ser tão livre quanto as pessoas, ou seja, cada um deve optar por aquilo que maior gozo lhe dá, independentemente das premissas que lhe possam estar afectas! Acho que a variedade faz a qualidade, seja figurativo ou abstracto, o importante é a contextualização do trabalho, e aí sim, acho que poderemos ter trabalhos com maior ou menor interesse, independentemente dos estilos ou técnicas utilizadas! É a minha opinião… / CM


De ramos_xana@iol,pt a 4 de Julho de 2007 às 14:21
Não concordas pq? Para ti artista tem de morrer de fome? Ser reconhecido só depois da morte deixando um monte de gente que nada fez por ele a ganhar à conta? Fazer aquilo de que nâo gosta? ou não gostas de arte ou és falhado! A Arte vendida ou não é património de todos. Se calhar preferes o Joe Berardo!!!?


De miguelfazenda a 5 de Julho de 2007 às 12:14
O artista não tem de morrer de fome nem ser conhecido depois da morte, isso são tudo tretas. E ninguém falou em vender ou não vender. A questão é a qualidade artística dos trabalhos. Quem não sabe a diferença entre uma obra de arte e uma obra que não é arte (mesmo que seja muito bonita, fique bem com os sofás lá de casa e até seja dum artista que está na moda), que vá estudar ou que se dedique à pesca, porque não entende nada de arte. A arte não está no bonito, nem no que vende bem, nem no que está na moda. A arte não é feita por um mercado nem por um público. Quanto muito essa arte é feita para esse publico e para esse mercado. Se sou falhado? Claro que sou falhado! Isso é mais do que obvio, mas luto pelo que acredito, por uma arte pura, que não vá em especulações economicistas nem pactuo com "pseudo-artistas" que não fazem a mínima ideia do que andam a fazer. O meu trabalho pode não ter a mínima qualidade, e eu posso não ter qualquer futuro na arte, mas a minha opinião não muda. DETESTO GENTE PREGUIÇOSA! E a grande maioria dos artistas portugueses são uns preguiçosos incompetentes (sem ofensa). Por falar no Joe Berardo, não tenho nada contra o homem. É um português trabalhador, que sempre seguiu os seus sonhos, é alguém que não tem medo de investir em arte, nem de dizer o que pensa. Portugal precisa de mais Berardos e Belmiros . Anda toda a gente com a conversa da "Crise", mas ninguém faz nada para alterar a situação. A palavra "lutar" não existe no dicionário português, e muito menos a palavra "trabalhar".


De ramos_xana@iol,pt a 4 de Julho de 2007 às 14:54
já agora... qundo vês Arte tens de entender tudo ou só "entendes" pq custou uma pipa de massa e fica-te mal não "perceber"'
Arte é a comida que comes, as plantas que vês florescer, a paisagem que te tira a respiração, as emoções que não sabes nem consegues explicar... sentes!
Tens de perceber tudo ou apenas absorver a emoção que te transmite?
Quando quiseres "discussão" eu estou aí, ao menos ainda tenho e-mail e identidade não me chamo "Anónimo"!
Fico à espera


De miguelfazenda a 5 de Julho de 2007 às 11:58
Em primeiro lugar não está escrito em lado nenhum que eu tenho de entender toda a arte que vejo, aliás, tenho conhecimentos de Arte e História da Arte suficientes para apreciar uma obra. Em segundo lugar quero dizer que este Post é uma crítica à ignorância e não à arte abstracta. Não é uma questão de gosto pessoal. Uma forma de arte é tão válida como qualquer outra, meta-se isso na cabeça dos conceptuais portugueses, que não vêm 2 cm à frente dos olhos.


De Sara V. a 21 de Julho de 2007 às 06:42
Acho que percebi perfeitamente o que queres dizer... Não tenho nada contra o abstraccionismo, aliás tenho uma serigrafia de uma obra abstracta (porque para o original o bolso não dá!) em casa. Mas, na verdade, eu que pinto - e não sou formada - sei dar valor ao trabalho que envolve um quadro. Julgo que há por aí muitos amadores em vias de se tornarem "profissionais", com exposições e galerias, a venderem quadros abstractos quando não sabem desenhar. Isso parece-me enganar o público, aproveitando a maré de desconhecimento. E é verdade que o meu estilo nada tem da época do realismo, mas não vejo o esforço nem o talento numa obra toda negra ou noutra metade encarnada metade branca... Até pode ser visualmente atraente... Mas, onde está a arte? Que trabalho deu? Se julgam que se traçasse com uma régua um risco ao meio e dissesse à minha filha de 6 anos para o pintar ela não era capaz de o fazer é porque julgam que percebem mas não passa disso! Agora, existem abstractos que realmente necessitaram de entrega, de técnica, basta olhar para as texturas, para a ligação entre as cores, para as técnicas... Uma vez fui a uma ante-estreia de um filme intimista, que por acaso gostei bastante, mas um famoso crítico de cinema presente dormiu a sessão inteira. No outro dia, classificou-o como uma obra prima.. É o mesmo.
Pinto o que gosto e considero belo mas isso não significa que tenha qualidade para ser chamado de arte. .. Pode ser ou não.


De miguelfazenda a 21 de Julho de 2007 às 10:01
Sara, eu não sou tão radical em relação o abstracto. Já disse que sou a favor, sou contra mentalidades e não contra obras. A entrega ao trabalho não tem que ser física, pode ser uma entrega conceptual. A mim irrita-me o facto de muita gente andar a fazer coisas que nem se deram ao trabalho de as "conceptualizar".


De Sara V. a 21 de Julho de 2007 às 15:56
Eu sei, acho que foi por isso que escrevi o comentário anterior! Mas, parece-me que há muitas pessoas exactamente ao contrário! Não percebem, não querem perceber e ...


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